Ouvi críticas questionando a importância disso face à pandemia. Mas, se formos olhar, de fato, nunca foi o mais relevante ornamentar a igreja ou nenhum lugar, independente da religião.

A importância, no meu entendimento, não é a decoração em si, muito menos porque é na igreja. É o quanto estas luzes (físicas) aludem à luz da família, aos sentimentos de partilha, ao senso de cooperação, de reunião… É um símbolo e, como tal, não vejo por que alguém pode se opor a mantê-lo vivo, especialmente num ano que já foi tão desafiador pra nós todos.

Um símbolo de luzes natalinas, no MEU entendimento, conforta um pouco as famílias que estão tão tristes com o contexto difícil que estamos vivendo.

Do ponto de vista político, é mesmo lamentável a quebra da tradição, mas o foco não é político. Se alguém limita uma iniciativa assim à política, é porque, além das luzes externas, está precisando aproveitar e conhecer a igreja é por dentro, frequentá-la e melhorar como ser humano.

É perfeitamente possível conciliar as luzes natalinas com a caridade, a benevolência, a tolerância, o respeito… Certeza que, embora não precise disso, Jesus, o aniversariante, não se opõe a umas luzinhas…

Janaína Pereira

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