Subiu de 142 para 215 o número de pessoas que relataram terem sido furadas por agulhas no Carnaval do Recife, em Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu e Paulista, na Região Metropolitana da capital pernambucana, e também em Orobó, no Agreste do Estado. Os dados foram confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) neste sábado (29). 

Do total de pessoas notificadas entre os dias 15 e 27 de fevereiro pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs), 125 são mulheres e 90 homens. Após triagem no Hospital Correia Picanço, localizado na Zona Norte do Recife e que é referência estadual em doenças infecto-contagiosas, 183 pacientes realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções.

As demais 32, ou se recusaram a fazer o teste rápido (pré-requisito para o uso da medicação), e, consequentemente, o tratamento, ou já tinham passado da janela de 72 horas preconizadas para início da medicação. Todos foram liberados após avaliação médica, com a orientação de retorno após 30 dias, para conclusão do tratamento.

De acordo com a SES, os pacientes foram orientados a realizarem o monitoramento permanente de possíveis infecções no próprio Hospital Correia Picanço ou nos Serviços de Atenção Especializada (SAE), espalhados por vários municípios do Estado.

A Secretaria de Saúde do Estado ressalta que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3%. Todos os pacientes também receberam a indicação de procurarem os órgãos policiais para investigação das ocorrências, já que as investidas podem ser tipificadas como crime.

Em 2019, cerca de 300 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço alegando terem sido furadas por seringas durante o Carnaval, mas não houve casos positivos relacionados as agulhadas.

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informa que registrou, do sábado (22) até a Quarta-feira de Cinzas (26), 78 boletins de ocorrência com denúncias de pessoas relatando terem sido atingidas por algum tipo de objeto perfurocortante. Destes, 53 boletins de ocorrência são referentes a casos em Olinda e 25 a ocorrências no Recife. A PCPE instaurou inquérito e está apurando os fatos.

As denúncias foram registradas no posto policial de atendimento 24 horas montado durante o Carnaval no Hospital Correia Picanço para colher depoimentos, fazer perícias, diligências e buscar imagens das câmeras de videomonitoramento com o objetivo de identificar e capturar suspeitos em praticar as agulhadas. (Fonte: Folha de Pernambuco).

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