Passado o período das chuvas, turistas e veranistas voltam as baterias em direção ao litoral. Em Pernambuco, são nada menos que 187 quilômetros de praias – o equivalente à distância do Recife para o município de Belo Jardim, no Agreste. Só que a prosaica ida às praias do Estado pode por vezes ser um desafio à paciência, à privacidade e mesmo à integridade do turista. De estradas esburacadas, dificuldade para estacionamento, falta de segurança e hotelaria insuficiente, são muitos os obstáculos entre a hora de ligar o modo “férias” e o ato de colocar os pés no mar.

Os problemas são gritantes no Litoral Norte do Estado – que desde meados da década de 1990 perdeu para o Litoral Sul o posto de joia da coroa das praias pernambucanas. Em Ponta de Pedras, o contraste entre a exuberância da natureza e a falência estrutural é possivelmente o maior do litoral. A Rua da Praia, principal via da cidade, mistura casas abandonadas e restaurantes populares. As barracas se empilham precariamente sobre a faixa de areia. Não há hotel, apenas poucas pousadas. “Não tem evento que atraia turistas, não existe um hotel de qualidade. Essa semana três ônibus com turistas chegaram aqui e foram embora. Ninguém quis ficar”, comenta o carpinteiro Maricláudio Fernandes, o Marinho, morador do local. Ao menos uma boa notícia: o saneamento, eterno calo de Ponta de Pedras com seu esgoto correndo para o mar, está sendo consertado. A vila inteira está em obras, dentro da parceria público-privada de saneamento da Região Metropolitana do Recife. Continue lendo a matéria aqui…

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