Pernambuco completa nesta segunda-feira (6) um mês desde os primeiros casos notificados da Covid-19 no Estado. Trata-se de um casal de idosos que visitou a Itália um período antes de manifestar os sintomas da doença provocada pelo novo coronavírus. Foi através deles também o primeiro caso de transmissão local registrado, uma senhora de 97 anos, mãe da mulher infectada.

De lá para cá, medidas de isolamento social foram tomadas e o cenário atual é de 223 casos confirmados da doença, dos quais 25 estão curados e 30 evoluíram para óbitos. São 168 casos ativos, sendo 101 pacientes em isolamento domiciliar e 63 internados – 23 em leitos de terapia intensiva e 44 em enfermaria.

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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) disse que, no momento, 73% dos novos leitos de UTI equipados para o tratamento da Covid-19 estão ocupados. Os leitos de enfermaria têm 57% de ocupação. Os novos leitos regulados especialmente para o tratamento de infectados pelo novo coronavírus estão distribuídos em diversos municípios, mas a maioria se encontra no Recife, que está abrindo leitos temporários em estruturas anexas a clínicas e hospitais já existentes.

“Estamos completando 30 dias do internamento dos primeiros casos aqui. Da confirmação desses primeiros casos (12 de março) até as medidas (de isolamento) foram apenas cinco dias. Então isso tem um impacto na contenção do número de casos graves”, analisou o chefe de infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Demetrius Montenegro.

As primeiras intervenções no Estado foram a suspensão das aulas nas escolas e universidades públicas e privadas, no dia 18 de março. Três dias depois foi a vez de o comércio que não seja considerado essencial fechar as portas. Enquanto isso, o Estado corre contra o tempo para habilitar mais leitos. Entre eles no Hospital Alfa, em Boa Viagem, e na maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, que passam por intervenções parar servir exclusivamente ao enfrentamento da Covid-19.

“Algumas pessoas falam: ‘Poxa, será que 15 dias fazem diferença? Retardar essa curva é tão importante?’. Sim. Se não tivesse havido medidas, estaríamos vivendo já a aceleração descontrolada sem a oportunidade de abrir leitos novos. Estamos em uma luta incessante para contratar profissionais, conseguir equipamentos, materiais. Isso significa simplesmente salvar vidas, que, do contrário, perderiam a chance de se recuperar por falta de leito. Se todo mundo tiver a doença ao mesmo tempo, muito mais gente vai precisar de leito de UTI e não vai ter”, explicou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

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