Paraguaia é presa por engano no lugar de mulher com mesmo nome


Griselda Martínez vive há sete anos em Foz do Iguaçu. Segundo ela, no momento em que os policiais digitaram o número de identificação no banco de dados da polícia começou engano. Mulher é presa por engano no Paraguai
A paraguaia Griselda Diana Cáceres Martínez, que vive há sete anos em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi presa por engano no lugar de uma mulher com o mesmo nome, em uma rodovia a cerca de 70 quilômetros da fronteira.
Segundo ela, no momento em que os policiais digitaram o número do documento de identificação no banco de dados da polícia começou o engano.
“Quando eu desci do carro, eles já começaram a falar para mim que eu ia ser levada para a delegacia porque eu tinha um mandado de prisão por homicídio doloso. Eu não acreditei quando eles falaram porque não tinha nada a ver comigo”, contou ela.
Paraguaia é presa por engano no lugar de mulher com mesmo nome
Reprodução/RPC
Depois da abordagem na rodovia, Griselda foi levada para a sede da Polícia Nacional. Foram necessárias 12 horas até que se comprovasse que ela não era a mulher condenada por um homicídio.
Griselda contou ainda que os policiais chegaram a mostrar uma notícia de um site paraguaio em que uma mulher, que tem o mesmo nome dela, matou o irmão com uma barra de ferro.
“Queriam fazer eu duvidar da minha palavra. Perguntavam se eu tinha certeza que não era eu e se eu não conhecia o homem morto”, relatou ela.
Após o ocorrido, Griselda decidiu gravar um vídeo denunciando a prisão irregular.
Após o ocorrido, Griselda decidiu gravar um vídeo denunciando a prisão irregular
Reprodução/RPC
Para o advogado dela, mesmo com a confirmação de que se tratavam de pessoas diferentes, a polícia manteve a detenção.
“Muitas vezes nós nos deparamos com o descaso por parte do poder publico e isso ocorre em qualquer lugar do mundo. Ela tentou dar a sua versão e foi alvo de descredito das pessoas”, explicou o advogado João Leopoldo Siqueira.
O G1 tentou contato com o Ministério da Justiça de Boquerón, no Paraguai, onde está o processo que envolve a mulher condenada, mas não obteve resposta.
Mesmo com a confirmação que se tratavam de pessoas diferentes, a polícia manteve a detenção
Reprodução/RPC
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