Em um certo percurso do meu caminho eu já questionei Deus, pela “interferência da vida” na “minha própria vida”. Não concordei com as tantas provas que me foram lançadas, protestei contra o peso do fardo que eu carregava, e não entendi seu modo silencioso sem falar comigo, sem responder minhas perguntas, sem me mandar as minhas respostas. Levei um “tempo” para entender que Deus nunca nos deixa falando sozinhos, perdidos, sem respostas, que até o seu silêncio é uma forma de nos responder, e que a minha revolta, minha inquietude e minhas indagações, eram compreendidas por Ele, diante da sua misericórdia sobre minha limitação humana. E assim, Deus na sua sabedoria e amor incondicional, com sua forma majestosa de dar colo, me ensinou que ninguém está pronto, completo, lapidado, forte, se não tiver uma trajetória com quedas e desafios, erros e acertos, ilusões e desilusões, dores e sangramentos, superações e vitórias. Que tudo passa. Que ninguém é sábio e experiente o suficiente que não precise de lições, de aprendizado, e de conhecimento. De fato, nenhuma dessas circunstâncias são facilmente compreendidas como caminhos da evolução e da maturidade, e por isso, sofremos, por relutarmos tantas vezes contra aquilo que não buscamos, que não aceitamos, ou que não aprendemos a lidar. Continuar lendo…

(Mariana Helena de Jesus)

www.marianahelenadejesus.blogspot.com.br

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