MULHERES em tempos de pandemia: Dicas para enfrentar os desafios e Lutas!

Sabemos que em tempos de pandemia do COVID – 19 nós mulheres acumulamos muitas tarefas, não diferente do que vivenciamos no cotidiano, porém com mais desafios e as lutas a serem enfrentadas. Para além da nossa luta diária, com o isolamento social o movimento da nossa casa aumenta, como via de consequência aumentam os cuidados com a família (crianças, idosos/as, gestantes e outros), a maior atenção com os procedimentos de higienização, o enfrentamento da fome já que muitas estão em situação de trabalho informal e está tudo parado e ainda o medo e a incerteza do amanhã. Cuidar é um trabalho intenso, árduo, exigente, tenso, que sobrecarrega muito mais as mulheres do que os homens na sociedade patriarcal em que vivemos. Por isso, a nossa situação atual nos coloca mais do que nunca, diante da necessidade de mais sororidade e união. Precisamos fazer com que essa experiência da quarentena traga menos impactos negativos para nossa saúde mental. Pensando em nos fortalecer que o Mulheres em Pauta gostaria de apresentar 10 dicas de como enfrentar essa somatização de responsabilidades. Nessa perspectiva, o que norteia este material é, antes de tudo é um incentivo e um apelo ao sentimento de COLETIVIDADE, mesmo que a quarentena possa parecer uma atividade isolada, individual e solitária.

Compreensão da necessidade da quarentena e a responsabilidade de conversarmos com nossa família sobre o coronavírus – o medo, a insegurança, e outros sentimentos podem surgir com o isolamento social e é preciso estar atentas as notícias, porém devemos buscar informações de fontes seguras e oficiais. Evitar consumir e compartilhar materiais das redes sociais que não tenham respaldo científico, para evitar a propagação das Fake News;
Compartilhamento do espaço coletivo no lar – procure reservar momentos em parceria com quem esteja dividindo o mesmo teto. Lembrem de atividades como filmes, jogos, brincadeiras, usem e abusem da criatividade é uma ótima oportunidade de se reconectar com as pessoas que convivemos. É importante estabelecer acordos de convivência e dividir as tarefas de casa;
Vivenciando a culinária com a famílias – mesmo sendo algo em que fazemos todos os dias, podemos ensinar as pessoas que convivemos e que não tem o hábito de cozinhar bem como podemos tentar receitas diferente e mais saudáveis;
Busque a criança que existe em você – quem tem crianças compartilhando o mesmo lar, não deixe de aceitar o convite para experimentar um pouco de seu mundo. Faça parte da brincadeira, seja a brincadeira! Sinta a criança que existe dentro de você e apresente-a às outras crianças;
Atenção as pessoas idosas – compartilhe momentos e atividades, façam eles e elas se sentirem úteis, peçam conselhos e relatos de experiências, conversem sobre histórias antigas e compartilhem novas, a escuta é essencial, mostrem atenção e carinho;
Quem puder, liguem para amigos/as, familiares e colegas de trabalho – ao invés de ficarem trocando mensagens de texto, tentem realizar ligações para ouvirem a voz de pessoas de sua convivência em tempo real, fortaleçam os vínculos;
Leituras e discussões – leia livros, revistas, mas também proponha espaços de leituras para todos e todas do convívio, estimule a leitura e contação de histórias;
Ouçam músicas, cantem, dancem – Ligue som, escutem suas músicas favoritas, mas também permita-se conhecer outras, soltem a voz e aproveitem o ritmo;
Busque cursos on-line – quem tiver acesso à internet, busquem temas de seu interesse e aproveitem o tempo para adquirir conhecimento;
Nós temos como fazer tudo isso e ainda mais um pouco – Não seria legal a gente sempre fortalecer a palavra sororidade se a gente não colocar em prática, se estamos em uma situação de privilégio, muitas mulheres não estão e somente através de nossa solidariedade e empatia podemos modificar um pouco algumas realidades. A décima dica é criar processos de organização e redes de solidariedade. Articulando e mobilizando nosso povo, porque a fome não espera e muitas chefes de família estão precisando de nossas iniciativas.
Façam via telefone e redes sociais, rifas, campanhas, vaquinhas virtuais, ações, viralizem boas notícias, experiências exitosas, o momento exige coragem, cuidado e criatividade.

A força tarefa é responsabilidade de todos e todas, pois infelizmente, enfrentar o coronavírus passa por enfrentar o abismo social das desigualdades de classe, gênero e raça. Não ESTAMOS sozinhas, temos umas às outras e juntas sempre seremos mais fortes.

Michelle Silvestre Mulheres em Pauta

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