Doenças transmitidas pelos pombos: sintomas e o que fazer

Criptococose, que levou à morte duas pessoas em Santos (SP), é transmitida quando pó que contém fezes secas da ave é inalado

Pomba da paz. Pombo-correio. São muitos os papéis bacanas desempenhados por essa ave. Mas ela pode nos trazer problemas também. Ou melhor: o cocô que ela faz. Por sinal, em julho, dois homens morreram em Santos por conta da doença do pombo.

Esse é o nome popular da criptococose. Ela é causada por fungos que se proliferam nas fezes dos pombos. Quando elas secam, viram uma poeira que pode ser inalada sem que a pessoa nem perceba.

Assim, os fungos se instalam no pulmão. A partir daí, se espalham pelos órgãos e chegam até o cérebro.

No começo, os sintomas da doença do pombo podem ser confundidos até com os de uma gripe. Entre eles, dor de cabeça, febre, cansaço, náuseas, vômito, falta de ar, dor no peito, suor noturno, vista embaçada.

No entanto, a dor de cabeça forte não passa com analgésicos. A pessoa tem ainda formigamento nos braços e nas pernas. E pode entrar em coma.

Aliás, a doença pode ser confundida com infecções cerebrais. E, de fato, pode abrir caminho para a ocorrência de uma meningite.

Além das fezes dos pombos, o fungo é encontrado nos troncos de árvores como eucalipto e jambolão.

Em geral, quando os pacientes chegam ao hospital, têm um quadro desenvolvido da doença do pombo de três semanas a três meses. Ela ataca mais quem está com a imunidade baixa. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos aplicados na veia e por via oral.

E como evitar a contaminação pela doença do pombo?

É bom salientar que ela não se dá de pessoa para pessoa. É preciso inalar o pó das fezes secas da ave.

Assim, o jeito é mesmo usar máscaras quando for limpar galpões ou aviários frequentados por pombos. E utilizar antifúngicos nesses locais.

Além disso, as prefeituras estudam e implantam medidas contra a alimentação dos pombos, com o intuito de evitar que proliferem.

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