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Dra Célia teve a vida pelo avesso após o ocorrido em 2003. Click na imagem e assista a matéria

Dra Célia teve a vida pelo avesso após o ocorrido em 2003. Click na imagem e assista a matéria

O único hospital municipal de Bezerros chama atenção não apenas pela reforma do prédio, mas também por ser cenário de uma situação inusitada. A Unidade Mista São José foi palco de irregularidades administrativas que viraram pelo avesso a vida da médica Célia Farias. Sem saber, ela foi nomeada diretora do hospital, mas nunca exerceu o cargo. Ainda assim, perdeu o emprego, teve o título de eleitor cancelado e o carro penhorado, além de receber uma intimação da Justiça a pagar uma dívida de R$ 45 mil devido a irregularidades praticadas na unidade.

A confusão começou em fevereiro de 2003, quando ocorreu a nomeação da médica como diretora do hospital. “O diretor administrativo me disse: ‘Sabia que você é diretora médica da Unidade Mista?’ e me mostrou uma portaria me nomeando já havia 40 dias, mas eu não sabia. Eu disse que não queria e não iria assumir. Fui falar com o secretário de Saúde e ele disse que iria nomear outra pessoa”, conta Célia.

Marcos Pontes então secretário de Saúde na época

Marcos Pontes, então secretário de Saúde na época

O então secretário de Saúde de Bezerros, Marcos Pontes, que nomeou Célia para a diretoria, confirma que, realmente, a médica nunca assinou nada. “Ela foi nomeada em razão de ter sido uma profissional espetacular, mas, em comum acordo conosco, disse que não gostaria de assumir as funções como diretora. Talvez, por falta do setor competente, não tenha sido feita a revogação da portaria. O setor de contabilidade funcionava extraparte da secretaria, como também o setor de pessoal, onde eram formuladas as questões de portarias. Deve ter acontecido de esse setor não tornar sem efeito essa portaria”, acredita o ex-secretário.

As pessoas que trabalham com a médica saem em defesa dela. “Na época, eu era coordenadora de enfermagem nessa unidade e não reconhecia doutora Célia como diretora médica da unidade, apenas como médica do ambulatório de clínica médica”, afirma a enfermeira Elaine Pontes. “Trabalhei com doutora Célia muito tempo e nunca tive conhecimento de ela ser diretora”, diz a técnica de enfermagem Regina Vasconcelos.

Ao todo, 16 pessoas entre médicos, enfermeiros e funcionários do hospital assinaram uma declaração de que Célia nunca foi diretora na unidade. “Desconheço totalmente esse exercício dela como diretora da Unidade Mista. Isso foi uma atitude totalmente grave do ponto de vista ético porque a prejudica profissionalmente e psicologicamente porque ela está passando por uma situação completamente difícil”, afirma o médico Sandro de Souza Lima.

Vida pelo avesso

Uma vez que a portaria da nomeação dela como diretora nunca foi revogada, Célia Farias acabou sendo acusada de envolvimento em uma série de irregularidades praticadas na unidade. Em 2005, Célia recebeu uma cobrança de R$ 25 mil do Ministério da Saúde, que tinha feito uma auditoria no hospital e encontrado muitos problemas. A médica não pagou e tentou se defender. A vida dela foi, então, ficando pelo avesso.

Mesmo depois de o Tribunal de Contas da União (TCU isentar Célia de culpa, o Ministério Público Federal denunciou à Justiça um grupo ligado ao hospital e o nome da médica estava relacionado. Apesar de, em fevereiro de 2009, a Secretaria de Gestão Municipal de Bezerros ter emitido uma certidão reafirmando que a médica não exerceu o cargo de diretora nem recebeu remuneração referente a esse cargo, ela foi condenada a pagar o valor corrigido da dívida em janeiro de 2010. Célia contratou advogado e recorreu, mas, mesmo assim, terminou recebendo mais uma intimação: dessa vez, para pagar R$ 45.427 em um prazo de 15 dias.

No segundo semestre do ano passado, uma avalanche de más notícias. Quando foi ao cartório eleitoral fazer a biometria, descobriu que o título de eleitor estava cancelado. No banco, o cartão de crédito foi bloqueado. Além disso, o carro foi penhorado. Como se não fossem suficientes tantos transtornos, a médica ainda foi demitida da Prefeitura de Bezerros por ordem da Justiça. “A Justiça me condenou a pagar o que teoricamente eu devia, mas nunca fui ouvida. E também estou sem poder trabalhar no município por um período de cinco anos. Minha vida virou um inferno depois disso”, resume Célia.

O caso dela ainda não terminou. O processo está com a ministra Diva Malerbi, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, onde chegou em fevereiro de 2014, mas ainda não há uma data definida para o julgamento acontecer.

Reportagem é da Globo NE

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Fonte: Bezerros Agora / Clique aqui e veja essa e outras notícias.

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