Temos um compromisso com o nosso leitor e por isso, às vezes (e até sempre para os críticos), somos chatos quando resolvemos esmiuçar a coisa pública. Mas o objetivo é gerar o debate e provocar em cada cidadão o seu próprio juízo de valor . Deixemos o editorial acima e partimos para onde queremos chegar. “Até 28 de abril, o estado tinha 5.724 casos confirmados do novo coronavírus – como em todo o país, a subnotificação é imensa – e 508 mortes em decorrência da doença. A taxa de ocupação de UTIs e leitos de enfermaria chegou a 97% e a 86%, respectivamente”. Pois bem, todos sabemos que é essa a dificuldade do sistema de saúde do país no enfrentamento a Covid-19. Se uma grande demanda precisar do sistema de uma só vez ele não terá como suprir a necessidade. Não somos técnicos, mas procuramos nos atentar aos fatos. Soa positivo (e é positivo!) quando Bezerros anuncia uma hospital de Campanha com 31 leitos. Pode crer, poucos municipios do estado o farão, mas… é preciso entender qual a importância desses leitos, caso uma dezena de bezerrenses precisarem de um suporte de respiração mecânica de uma só vez. Ficou claro que o nosso hospital de Campanha atenderá pacientes com sintomas leves da doença ( e servirá até de retaguarda para pacientes em recuperação). Os dois leitos mais equipados, como bem informou a secretária de saúde de Bezerros, Luciana Lamour, terá objetivo de estabilizar pacientes graves para posterior transferência. O Bezerros Hoje já levantou a real estrutura que o município detém para que um paciente com dificuldades respiratórias possa ser assistido. Temos três respiradores mecânicos na Unidade Mista, segundo informou a própria prefeitura. Não se respondeu se os dois leitos mais equipados do novo hospital de Campanha absorveu dois dos três ventiladores, mas suspeitamos que sim! Voltemos a parte em destaque onde diz que os leitos de UTI no estado estão com 97% ocupados. Por que isso? É que nos atentamos ao fato informado sobre uma senhora, “Mulher, 77 anos, diabética e hipertensa, encontra-se internada em estado grave na UPA Bezerros”. Podemos até estarmos equivocados, mas se estamos mantendo uma paciente com grau delicado de saúde é porque o sistema já dá sinal de estrangulamento no Estado e o reflexo já chegou por aqui. Voltemos, então, a importância de termos um hospital de Campanha com mais equipamentos básicos necessários, pois só assim não assistiremos bezerrenses precisando de respiradores sem que haja leitos no estado para recebê -los (a torcida é que não haja necessidade). Aceitamos até nota esclarecedora, mas acreditamos que a resposta já está nas entrelinhas.

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