Eles coletam reciclados e não alimentos estragados no lixão. A afirmativa desmistifica a leitura que a sociedade faz dos catadores que trabalham no lixão de Bezerros. Os depoimentos diversos mostram que cada trabalhador ( entre 50 e 70 estimados) chega a faturar até mais de um salário mínimo/mês e que esse rendimento acabou após os caminhões deixarem de depositar o lixo produzido no município. Eles recusaram a entrega de cestas básicas encaminhadas pela nesta quarta-feira. Ver vídeo clicando na imagem.

ENTENDA- A prefeitura de Bezerros, governo Breno Borba, dispensou no ano passado o projeto de desativação do lixão do ex-prefeito Branquinho, que previa a construção de um galpão onde os trabalhadores realizaria o trabalho de coleta seletiva do material. Seria levado para o aterro no município vizinho apenas o material não aproveitado. A medida era uma exigência para que o BID ( Banco Internacional de Desenvolvimento) tocasse o projeto do Parque Janelas para o Rio, que seria construído na região da Queimada Dantas. Com o impasse, o projeto acabou sendo levando para Gravatá.

O governo Breno retomou a ideia fazendo um processo de licitação e determinou a organização de uma cooperativa, mas, segundo reportagem da TV Jornal, a previsão é a longo prazo. Como se vê, o processo para o fim do lixão atropela etapas e gera a crise. O custo para o depósito do luxo no aterro sanitário em Caruaru está estimado em 1,2 milhão de reais.

PROTESTO- Os trabalhadores estão jogando na internet vídeos onde mostram que a prefeitura ainda continua utilizando a área do lixão para sepultar animais mortos e jogar metralhas. O secretário de Governo Macone Andrade diz que o município desconhece o fato e que vai punir os responsáveis.

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