Temperatura na serra catarinense chega a -3,9°C

Em Urupema, minúsculas gotas d’água suspensas no ar viram cristais de gelo quando tocam a vegetação. O resultado é o fenômeno conhecido como sincelo. Fim de semana começa gelado em várias cidades no Sul
O fim de semana começou gelado em muitas cidades do Brasil. Na serra catarinense, por exemplo, a temperatura chegou a – 3,9º C. E o frio que as pessoas sentem foi ainda mais intenso.
Quer saber o que significa sensação térmica de 13 graus abaixo de zero? Só sentindo na pele.
“Hoje, eu aprendi o que é frio. Descobri hoje. Nossa, eu achava que sabia tudo do inverno. Não sei nada”, disse a comerciária Luciana Gonçalves.
Em Urupema, na serra catarinense, turista de primeira viagem sai da cama sem tirar o cobertor. É tanto frio, mas tanto frio, que até a neblina congela. As gotículas, as minúsculas gotas d’água suspensas no ar, viram cristais de gelo quando tocam a vegetação. E o resultado é o fenômeno conhecido como sincelo, deixa tudo branquinho, até parece neve.
Em São Joaquim, flores fora de época ganharam o contorno delicado de um inverno rigoroso. No Paraná, oito cidades registraram temperaturas negativas. Os gaúchos também enfrentaram um frio e tanto. E os turistas lotaram as cidades da serra. Eles chegam de todos os cantos dispostos a pagar o preço para ver os caprichos do inverno no Sul do país.
Rua Silva Só tem bloqueio total para demolição do Ginásio da Brigada Militar, em Porto Alegre

Rua Silva Só tem bloqueio total para demolição do Ginásio da Brigada Militar, em Porto Alegre


No sábado (3), após as 18h, uma faixa será liberada para veículos. Construção foi destelhada durante temporal em 2017. Construção foi destelhada durante temporal em 2017.
Tiago Guedes/RBS TV
Começou, na manhã deste sábado (3), a sequência da demolição do Ginásio da Brigada Militar, em Porto Alegre. Com isso, a Rua Silva Só, no bairro Santa Cecília, está totalmente bloqueada até as 18h para retirada de parte da parede superior do prédio. Após esse horário, será liberada uma faixa para veículos, junto ao canteiro central.
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De acordo com a EPTC, a alternativa para os motoristas que precisam passar pelo local é seguir pela Avenida Ipiranga até a Avenida Coronel Lucas de Oliveira.
Condutores que quiserem evitar a região podem acessar a Rua Lucas de Oliveira, em direção à Avenida Protásio Alves, ou a Rua João Guimarães, paralela à Silva Só, segundo recomenda a EPTC.
No domingo (4), os trabalhos terão início às 7h30, e se estenderão até as 18h, apenas com bloqueio parcial. Agentes de trânsito ficarão durante 24 horas no local para monitorar e dar orientações aos motoristas.
Demolição do Ginásio da BM está em andamento em Porto Alegre
Marco Matos/RBS TV
Danos do temporal
Ginásio da Brigada Militar foi destruído por temporal
Nabor Goulart/Casa Civil
O Ginásio da BM está sem possibilidade de uso desde outubro de 2017, quando teve pelo menos metade do teto destruída por um temporal. Um laudo realizado logo depois apontou que seria necessário quase R$ 1 milhão para a reconstrução. O local está interditado desde então.
O terreno onde fica a construção foi negociado pelo governo estadual com uma empresa, que em contrapartida, construirá um presídio em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana.
O ginásio era usado pela Brigada Militar e pela comunidade para atividades esportivas.
Por que fumar cigarro é hábito mais comum entre os mais pobres

Por que fumar cigarro é hábito mais comum entre os mais pobres


Dados de 2018 mostram que, no país, parcela de fumantes aumenta quanto menor a renda e menos anos de estudo. OMS diz que, no mundo, pobreza e tabagismo formam ‘círculo vicioso’. Cigarros apagados em cinzeiro. Em média, fumantes compõem cerca de 10% da população brasileira – entre aqueles com menos anos de estudo, o percentual é maior
Pixabay
Na meta de reduzir o hábito de fumar, o Brasil recebeu notícias positivas neste mês de julho: foi o segundo país, depois da Turquia, a alcançar patamares da Organização Mundial da Saúde (OMS) em ações como a proibição do tabaco em espaços públicos e a ajuda àqueles que querem largar o vício.
Dados recém-divulgados pelo Ministério da Saúde também mostraram que, em 2018, 9,3% dos adultos brasileiros das 27 capitais declararam fumar – uma diminuição significativa em relação a 2006, quando o percentual era de 16,2%.
Mas a publicação anual da qual estes dados fazem parte, o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostrou também algo que é uma tendência não só no Brasil, mas no mundo: o hábito de fumar persiste entre aqueles com menor escolaridade e renda.
O percentual dos que se declaram fumantes no Brasil cai à medida que os anos de estudo aumentam: tabagistas são 13% entre aqueles que estudaram durante 0 a 8 anos; 8,8% na faixa de 9 a 11 anos de estudo; e 6,2% para aqueles com 12 ou mais anos de estudo.
A tendência também é observada entre aqueles que fumam 20 ou mais cigarros por dia: 3,3% na faixa de 0 a 8 anos de estudo; 2,4% de 9 a 11 anos; e 1,7% de 12 ou mais anos.
A publicação não traz dados para renda mas, segundo especialistas, o fumo também acompanha os mais pobres – afinal, sobretudo em países desiguais como o Brasil, os mais escolarizados tendem a ser mais ricos. Um boletim do Banco Central publicado no início do ano demonstrou, por exemplo, que em relação a um trabalhador sem instrução, o ensino fundamental adiciona 38% ao rendimento por hora; o nível médio, 66%; e o superior, 243%.
Foi anunciado recentemente que o Brasil atingiu metas da OMS para combater o tabagismo
Pixabay
“A associação entre pobreza e fumo é uma das relações mais consolidadas no conhecimento sobre tabagismo”, resume à BBC News Brasil Tânia Cavalcante, médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq).
“Estas pessoas têm menor acesso à informação, como sobre os malefícios do tabagismo, e às escolas, que hoje de uma forma ou de outra abordam o tema. Também têm menos acesso a tratamentos para deixar de fumar.”
De produto luxuoso a danoso
Paula Johns, diretora da organização ACT Promoção em Saúde, lembra também que o acesso à informação foi na história um divisor de águas no perfil de quem fuma.
“No pós-guerra, o cigarro era vendido como um produto glamuroso. Tinha um apelo da emancipação, que atingia os formadores de opinião, como as sufragistas. A partir da década de 1960, 70, aumenta o conhecimento sobre os malefícios do produto, e o perfil começa a mudar”, explica.
“A questão do acesso à informação é a principal explicação para o fato de hoje os mais pobres fumarem mais, globalmente”.
Johns aponta que isto implica em um maior impacto da participação do tabagismo no orçamento dos mais pobres, que é menor – tomando o lugar de custos com alimentação, educação e saúde.
Foi o que demonstrou uma pesquisa publicada em 2016, com o título Tabagismo e pobreza no Brasil: uma análise do perfil da população tabagista a partir da POF 2008-2009.
A partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os autores concluíram que 84% da população tabagista recebia entre 1 e 3 salários mínimos per capita; 8,4% de 3 a 5 salários; e 7,5% acima de 5 salários mínimos.
A renda média dos tabagistas, segundo cálculos com os dados de 2008 e 2009, foi de R$ 867, enquanto para não tabagistas foi de R$ 957.
Foram considerados tabagistas aqueles que consumiram produtos relacionados, como cigarros, charutos, isqueiros e papel para cigarro. Na pesquisa, eles compuseram cerca de 10% da população, com predominância de homens. O consumo com estes produtos comprometeu 1,5% da renda, em média.
“Isso mostra porque é uma medida efetiva para prevenir o tabagismo o aumento do preço destes produtos”, diz Johns, destacando a importância de taxas e impostos incidindo sobre esses itens, o que é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “a ação com melhor custo-benefício” para redução do tabagismo.
Se toda mudança de comportamento em relação ao dinheiro é difícil, isto é agravado, no caso do tabagismo, por tratar-se de um vício.
Aviso em maço de cigarro
G1/G1
Tabaco e pobreza: ‘Círculo vicioso’
A Organização Mundial da Saúde já intitulou uma de suas campanhas como “Tabaco e pobreza: um círculo vicioso”, dizendo que ambos estão “ligados inextricavelmente”.
Argumentando que o tabagismo é um dos principais fatores de risco para doenças em todo o mundo – o principal no caso daquelas crônicas e não transmissíveis, como diabetes e hipertensão -, a OMS diz em um dos seus comunicados que “fumar mata as pessoas no auge de sua produtividade, privando casas de chefes de família e nações de trabalhadores saudáveis”.
“Tabagistas também são menos produtivos enquanto estão vivos por conta de uma saúde mais fragilizada”, acrescenta.
No mundo, isto tem implicações marcantes para países de baixa e média renda – origem de 80% dos 1,1 bilhão de fumantes no mundo.
Um relatório publicado no prestigiado periódico Lancet em 2017 diagnosticou: “A prevalência do fumo e consequente morbidade e mortalidade está caindo na maioria (mas não em todos) países ricos, mas a mortalidade futura em países de baixa e média renda tende a ser enorme”.
Países do primeiro mundo não escapam a esta discussão, como está acontecendo na Inglaterra, onde o governo está escrevendo um novo projeto para alterar a legislação visando tornar o país livre do tabaco até 2030.
O país comemora ter uma das menores taxas de fumantes da Europa, mas os dados mostram que o hábito persiste desproporcionalmente em lares de menor renda. Lá, 1 em cada 3 moradores de conjuntos habitacionais fuma; entre trabalhadores manuais, o número é de 1 a cada 4. Para ocupações a nível gerencial, a participação é de 1 para 10.
Um estudo já indicou que os homens mais pobres da Inglaterra e do País de Gales tinham duas vezes mais chances de morrer entre 35 e 69 anos do que os mais ricos – e a morte deles foi quase cinco vezes mais provável de ser causada pelo fumo.
Na Inglaterra, os dados mostram também maior prevalência do fumo entre pessoas LGBT e com distúrbios mentais.
Pesquisadores avaliam que pessoas com mais vulnerabilidades têm níveis mais altos de dependência; são mais propensas a estar perto de outros fumantes, normalizando o comportamento; e também podem ter que lidar com mais fatores de estresse, como instabilidade de renda e moradia precária.
Indígenas
Paula Johns aponta que outro grupo sabidamente mais propenso a fumar em vários países são indígenas – algo observado em lugares como Estados Unidos, Canadá e Brasil.
Estas variáveis não foram consideradas no Vigitel, mas no estudo Tabagismo e pobreza no Brasil: uma análise do perfil da população tabagista a partir da POF 2008-2009 sim.
Entre os brancos, o percentual de fumantes foi de 9,4%; pardos, 9,9%; pretos, 12,3%; e indígenas, 12,4%.
Em relação à divisão regional, pesquisas indicam maior percentual de tabagistas nas regiões Sul e Sudeste, que ao mesmo tempo apresentam os melhores indicadores socioeconômicos no país.
Por que pessoas com menos escolaridade e renda tendem mais ao tabagismo, e as regiões com estas características não?
Segundo as entrevistadas, não há explicações consolidadas, mas hipóteses.
“No Sul, temos a leitura do impacto da produção de tabaco nestes locais, como no Rio Grande do Sul, onde empresas desta indústria têm grande poder político e econômico. Estados com fronteiras, como perto do Paraguai, também podem ter mais fumantes, por estarem em rotas de contrabando e terem acesso a produtos mais baratos”, diz Tânia Cavalcante, acrescentando que experiências locais de políticas públicas de prevenção ao tabagismo também podem explicar diferenças.
Johns lembra também de hábitos culturais. “Alguns casos na Europa mostram uma relação entre tabagismo e cidades mais frias. O estilo de vida pode ter um impacto também.”

Veja na íntegra o Globo Repórter que investigou os mistérios da nossa memória

Programa desta sexta (2) mostrou que o esquecimento não é problema só dos mais velhos. Veja o que a ciência recomenda hoje e conheça a dieta da memória! Globo Repórter – Memória, 02/08/2019
O Globo Repórter desta sexta (2) revelou os mistérios e a infinita capacidade da nossa memória.
-> Verdadeiro ou falso? Teste seus conhecimentos e veja o que é mito ou verdade quando o assunto é memória.
Quem nunca esqueceu uma senha, um nome, um rosto? Isso não é problema só dos mais velhos.
Para todas as idades, a ciência recomenda: exercício. Ele ativa a circulação e revitaliza o nosso cérebro. Além disso, durante a atividade física é liberado um hormônio que tem a capacidade de recuperar a memória: a irisina.
No caso dos jovens, a ansiedade é a maior inimiga. E a meditação é o antídoto para evitar lapsos e esquecimentos.
Teste sua memória e adivinhe algumas regiões onde o Globo Repórter já esteve
Como o candidato aprovado em primeiro lugar no vestibular de Medicina consegue se lembrar de tudo o que estudou?
Pesquisadores já identificaram os grandes fixadores da nossa memória: atenção e emoção.
E até na hora de comer, podemos estimular o nosso cérebro. Conheça a Dieta Mind – a dieta da mente, que indica dez tipos de alimentos saudáveis.
Clique aqui para testar sua memória: você lembra de que ano é cada abertura do ‘Globo Repórter’?
Veja outros programas sobre comportamento e saúde

Histórias carregadas de emoção são mais resistentes na memória, mostra estudo

As coisas que têm relevância emocional são mais facilmente armazenadas do que outras que não te causam muito impacto, diz pesquisa da USP. Histórias carregadas de emoção são mais resistentes na memória, mostra estudo
É bem possível que você lembre onde estava em 11 de setembro de 2001 – mas não lembre o que almoçou na terça-feira passada. O cérebro é assim. Seletivo. Por que lembrar? Por que esquecer? Memórias dolorosas chegam cheias de detalhes e são difíceis de esquecer. Para quem estuda o cérebro, histórias carregadas de emoção são as mais resistentes na cabeça de todos nós. Inclusive para os mais velhos. Coisas que têm relevância emocional, por exemplo, são muito mais facilmente armazenadas do que quando você quer estudar para uma prova cujo tema você não está muito interessado ou não te causa muito impacto emocional.
Verdadeiro ou falso? Teste seus conhecimentos e veja o que é mito ou verdade quando o assunto é memória
O departamento de neurologia da USP está desenvolvendo uma série de treinamentos para quem não quer esquecer coisas simples, do dia-a-dia, e que causam o maior transtorno. Nomes, por exemplo.
Uma especialista sugere que você procure fazer atividades que exijam um aprendizado e depois você possa recordar. Isso favorece novas conexões. A porta de entrada no sistema de memória é a atenção – que é muito difícil de manter no bombardeio de informações que é o mundo atual. E se a porta de entrada da memória é a atenção, o que vai fixá-la no cérebro é, sem dúvida, a emoção.
Como anda a sua memória? Clique aqui e veja se você lembra de que ano é cada abertura do ‘Globo Repórter’. Faça o quiz!
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Caminhonete de deputado tem para-brisas quebrado e pneu furado na porta de casa

Caminhonete de deputado tem para-brisas quebrado e pneu furado na porta de casa


Carro é do deputado Fabion Gomes (PR), mas o parlamentar não estava no local do ataque. Caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Caminhonete pertence ao deputado Fabion Gomes
Assembleia Legislativa/Divulgação
Uma caminhonete do deputado Fabion Gomes (PR) sofreu um atentado em Tocantinópolis, norte o Tocantins. O veículo teve o para-brisas danificado e um dos pneus foi furado. O caso foi registrado na última segunda-feira (29), de acordo com a Polícia Civil, mas a informação só veio à público nesta sexta-feira (2).
A caminhonete estava estacionada na porta da casa de um amigo do parlamentar em Tocantinópolis, norte do Tocantins. O deputado não estava no local do ataque.
Informações apuradas pela Polícia Civil apontam que houve um estampido, semelhante a um disparo de arma de fogo. Logo depois, foi verificado eu o carro estava com danos no para-brisa e com perfuração em um dos pneus.
Durante o ataque também não havia ninguém dentro do veículo. A Polícia Civil informou que requisitou uma perícia para verificar o tipo de arma utilizada e avaliar a extensão dos danos. Afirmou ainda que equipes estão em campo buscando pistas para elucidar os fatos.
Procurada pela TV Anhanguera, a assessoria do deputado informou que o parlamentar não sabe o que teria motivado o ataque e que a polícia está investigando o caso.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.