No dia 13 de abril a Secretaria Estadual de Saúde registra o primeiro caso de Covid-19 em Bezerros. No dia 25 de abril, o excelentíssimo prefeito dá uma entrevista ao reporte Rinaldo Luiz, dizendo que “graças a Deus, Bezerros não tinha nenhum caso do coronavírus”. Daí então, foi possível perceber que o governo estava tratando de um assunto tão sério, de maneira contraditória. No inicio, era como se quisesse esconder a realidade da população, hoje, porém, escancara os números crescentes de infectados na nossa cidade. Logo depois, vem o isolamento social, medida que só foi adotada depois de vários municípios assim decretarem. Na verdade, uma cópia similar dos outros municípios, um isolamento sem barreiras sanitárias, sem isolamento das praças, sem controle de aglomeração – aliás, a aglomeração no centro da cidade foi destaque em rede nacional – e uma série de atropelos, onde era notório o amadorismo do poder Executivo em frente ao combate a esta pandemia. Cidades vizinhas começam a mostrar como estão enfrentando essa situação, com pulso firme e ao mesmo tempo com muito esmero, como podemos citar a prefeita Raquel Lira, que está sempre inovando, buscando e participando ativamente ao combate ao Covid-19 junto da população. Também, o prefeito de Sairé, Fernando Pergentino, que vem se destacando, que mesmo em meio a uma crise social, não para de pensar no bem-estar das pessoas, com a preocupação de levantar a autoestima da sua gente. Como exemplo, observamos o isolamento das praças, a instalação de bebedouros, bem como, as barreiras preventivas que orientam a quem entra na cidade. No contraditório, temos nossa cidade Bezerros, onde as praças foram isoladas com fitas que representam morte, onde temos pias sujas e com estéticas de gambiarras, onde as barreiras preventivas acontecem de forma amadora. Sem falar, que o tão exaltado hospital de campanha, tão aclamado pelo Executivo e seus colaboradores, onde foi investido mais de R$1.000.000,0 para a sua instalação (palavras do prefeito no programa de Dilson Oliveira), tem deixando a população dos bairros adjacentes apreensivos, angustiados e preocupados, com medo da proliferação do vírus. Por fim, temos o comércio. Como justificar a abertura do açougue nas quartas-feiras para fins de comercialização, mas em contrapartida, não é permitido a abertura dos bancos de frutas e verduras? Uma vez que é permitido a comercialização de bancos de sandálias, DVD’s, dentre outros? O que chegamos a conclusão é que mais uma vez, parte do Executivo uma tentativa contraditória de reduzir o fluxo das pessoas no centro de nossa cidade, pensada de forma amadora. Ainda, é necessário que os órgãos fiscalizadores, mais do que nunca, hajam de maneira mais eficiente e rígida, com os esforços necessários para inibir as práticas daqueles que ainda olham para esta pandemia de forma desacreditada. Concluindo, se faz necessário que o Poder Executivo passe a tratar essa situação com objetividade e não com amadorismo. Isso é contraditório!

Professora e ex-secretária de Educação

Elizângela Silva

Powered by WPeMatico

%d blogueiros gostam disto: