Opinião do professor João Paulo Azevedo

A escola é um ambiente que deve ter um certo tipo de sintonia com a família e vice-versa. Duas instituições que mesmo sendo diferentes, e justamente por isso, o diálogo flui na sua maneira. Na família temos a presença marcante dos pais, nos ensinando o que e como fazer. Na escola a presença é dos professores e lá, diferente dos pais e dos que pensam que o ensinamento vem do professor como via única, nos ajudam a criar Ciência. Melhorar o mundo para nós, nossos filhos, netos e demais gerações. Portanto o diálogo, o exercício da democracia, deve ser o ponto de partida para todo projeto, para todo assunto que for dado, para tudo que diz respeito à todos.

Quando caminhava nos não lugares, digo o lugar virtual, fui surpreendido com uma mensagem onde relatava as tarefas da Família e a da Escola. De imediato pensei: Como se determina tais coisas sem diálogo com os que estão envolvidos, direta e indiretamente, na escola. Então fui lê, me deparando com as tarefas da Família e a da Escola me surgiu várias indagações, pensei – Como a Escola se limita a apenas ensinar conteúdos pragmáticos: Português, História, Matemática… etc… etc…? Não seria a Escola um espaço de exercício do aprendido em casa? E para além da prática não seria também o espaço onde se reforça os ideais de uma sociedade? Não é a Escola um aparelho do Estado ou me engano disso? Ou a Escola tem ido na direção contrária aos ideais Estado Soberano Brasileiro? Portanto, sendo a Escola um aparelho que reproduz os ideais do Estado e o Estado sendo uma Democracia Representativa logo tais ideais atendem o da Família. Pois foi o conjunto de famílias que elegram seus representantes. Nesse sentido, penso que fazer uma distinção de funções, sem o exercício do diálogo, é desconhecer a importância das duas instituições e entender que são contrárias, mas não antagônicas. Portanto não são inimigas. Vale lembrar que nas ideias contrárias ainda há espaço para o diálogo, nas antagônicas não.

Ainda lendo o texto me deparo com outras coisas que me fez pensar na seguinte questão: Como no espaço onde se produz Ciência e onde se deveria primar pelo exercício da democracia, é proibido falar sobre: Política, Sexo (não no sentido libidinoso da palavra), enfim… Ciência? Então o que nos resta? O que resta para essa sociedade que não quer mais falar sobre Ciência. Ainda não conseguir assimilar quando o texto fala que na Escola é para ensinar: Matemática…. Biologia/Ciência e etc, O que o professor de História irá falar quando estiver dialogando sobre o processo revolucionário da França e/ou da Rússia? Negará o fato da luta de classes? Negará a existência de um fato comum entre os dois processos revolucionários: Exploradores vs. Explorados? Essas questões também reflete na Família, pois se queremos que nossos filhos vá mais longe que nós fomos como posso negar-lhe o acesso à Educação? À produção de conhecimento? Negarei um fato social? Portanto, penso que devemos começar a pensar em qual Escola queremos, pois a Escola que queremos irá determinar a Sociedade que teremos.


Fonte: Bezerros Agora .

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