João Paulo Azevedo, professor

A partir de hoje nosso site vai contar com a opinião do professor João Paulo de Azevedo. Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru com Especialização em Metodologia do Ensino de Geografia e de História. Ele atualmente é Professor da rede pública de Ensino de Caruaru e passa a integrar o time do site, sempre nas quartas-feira trazendo sua visão sobre os mais diversos temas.

Uma breve reflexão sobre dezembro…

Dezembro é um mês que além de ser festivo é reflexivo por si só. Neste mês pensamos na ceia, pensamos nas roupas, nos adornos do corpo e das casas. Temos que enfeitar tudo, deixar tudo brilhante e convidativo. Pisca-Pisca aqui, Árvores de Natal ali, Papai Noel em tudo que é lugar. Enfim, e em resumo, temos que CONSUMIR! Para além do imensos desejos de Consumir neste mês é onde, também, surgem perguntas como: Qual o significado do Natal? O que isso representa? Entre outras. Logo, somos deparados com uma chuva de respostas, mesmo que as perguntas não se tenham excedidos. É o nascimento de Cristo! Representa amor, solidariedade, união, etc., assim seguimos com uma chuva de respostas. As respostas, todavia, não trazem consigo peso de reflexão, pois toda reflexão gera fruto. Assim como as perguntas já se tornaram jargões as respostas seguem no mesmo trilho. E continuamos a passar esse mês sem de fato termos refletido sobre tal momento. Sem de fato termos mudado nossas ações.

Penso que para além de jargões devemos aprofundar as análises e reflexões para podermos dá um novo rumo à sociedade que está emergida dentro de uma lógica consumista e competitiva. Afinal como posso falar que o Amor é uma das representatividades desse mês se na minha casa só entra quem eu conheço? Se existem famílias que não tem o que comer enquanto eu como fartamente até jogar os ‘restos’? Como posso acreditar que o Amor faz parte do Natal se meu próximo padece por falta de alimentos ou por qualquer outra falta que a sociedade impõe para o Ser ter? Nessa lógica e tentando aprofundar as reflexões, penso comigo que todo o sentido do Natal resume-se ao Amor. O que devemos pensar é: O que é o Amor? Seguindo a lógica cristã a qual pauta toda a fantasia do Natal: “Deus é amor” (1João 4.8). Nesse pequeno trecho de um versículo, João, não diz que o Amor é um atributo de Deus. João, por ser sacerdote, um estudioso, vai mais profundo e define o Amor. O apóstolo João não vê distância entre Deus e o Amor, na verdade ele o vê como parte integral de Deus. Como o próprio Deus! E ele inicia o versículo dessa forma: “Aquele que não ama, não conhece a Deus.

Como podemos pensar que nesse mês estamos em reverência à Deus ou a qualquer atividade que produza o bem? Como podemos cogitar que esse mês representa tudo que é bom? Como? Estamos em plena era digital, era da razão e, sobretudo, era do desamor. Onde reina a competitividade, onde não há espaço para se pensar porque consumir isso ou aquilo outro. Se não sobra espaço para pensar coisas práticas, o que falar do Amor? O que falar de Deus? Como posso em plena noite de Natal fazer belas canções, ir à corais, usar a melhor roupa que tenho, enquanto o meu próximo padece de fome? O que se tem a comemorar?  As milhares crianças brasileiras que estão sob o frio? Ou devemos comemorar a fome que milhares de famílias passam? Cabe-nos pensar, depois do exposto, A quem o Natal tem servido: Aos Egos ou ao Amor? Conclui João no mesmo capítulo no verso 21: “E dele temos esse mandamento: que quem ama a Deus, ame também o seu irmão”. Se não sabes quem é teu irmão, lembra-te da parábola do Bom Samaritano e saberás com quem, e com o que, deve-se estar preocupado…



Fonte: Bezerros Agora .

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