Uma das coisas mais difíceis que carregamos conosco é o peso de nossa consciência, o martírio do arrependimento, por coisas que pensamos em fazer, mas não as executamos. O remorso poderá ser por palavras não ditas, por desculpas não expressas, por um perdão não considerado, por uma atitude contida, uma decisão adiada, um projeto renunciado, ou um adeus impensado. A verdade é que muitas vezes “perdemos” oportunidades de fazer coisas que realmente gostaríamos de ter feito, e perdemos a chance de dar um passo por um caminho que desejamos percorrer, porque temos medo. Muitas vezes tememos o “novo”, tememos nossas próprias reações e emoções, tememos o fato de expor nossas fragilidades, sentimentos, de admitir determinadas opiniões, tomar partido, e de nos posicionarmos com atitudes de coragem e ousadia. Todavia, acabamos nos anulando, carregando fardos de contrição, por fazer, talvez, o que parece mais fácil e mais apropriado. Contudo, é inevitável correr riscos, e esse é um preço que deve ser pago, para poder se optar por aquilo que realmente se deseja, por algo que é solicitado pela própria consciência ou pelo coração. E se por acaso o caminho selecionado for incerto, e der errado, haverá sempre como se recomeçar por uma nova trilha. A gente precisa apenas ter coragem.
A palavra para hoje é ESCOLHAS.


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